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- Maio 2009 (6)
Visualização dos artigos postados o: 01/01/2001
Eu acho que o trenador do Vitória, Carpegiani, acha que futebol é gincana:
Bida na lateral direita, Jackson na lateral esquerda, Luciano Almeida como terceiro zagueiro, Apodi como ponta esquerda... o que é isso?
Falha como a de Luciano Almeida, no primeiro gol do Vasco, é coisa de futebol profissional? Será que não tem nenhum jogador nas categorias de base que possa jogar no lugar da piada, jogador de baba, Neto Baiano? Por que não começou com Robinho, no lugar de Luciano Almeida, Apodi na lateral direita, Bida no meio e com o menino Adriano? Será que continuaremos sofrendo o resto do ano com atacantes como Neto Baiano e Washington? Continuaremos contratando jogadores de meio campo, ao invés de laterais e atacantes?
Ser goleado por um time de segunda divisão, com jogadores barqueiros, é muito complicado!
Estou acreditando que teremos que esperar mais 110 anos para que esse time respeite o torcedor e tome vergonha na cara!!!!
Vasco 4 X 0 Vitória!
Nada mais à declarar!
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"
Fernando Pessoa
Continuo minha peregrinação pelas ruas. Ando sem rumo, não sei mais o que olhar, o que sentir, o que cheirar.
Cheiro?
Será que eu ainda sei o que é? Será que é algo positivo, gostoso, bom? Os únicos cheiros que sinto são o do meu corpo labutado, ferido, da minha relenta roupa e do cão que insiste em me acompanhar... cão esse que sou eu mesmo.
Estou muito cansado e faminto. Sinto minha respiração ofegante... acho que é ela, sim, é ela! É a solidão apertando o meu peito e o meu corpo.
Sem me dar conta vejo que a escuridão se apoderou do dia. As pessoas agora são outras, as roupas também.
A temperatura baixou. O vento sopra forte, sinto um tremor gélido. Vou caminhando fechado e lento, em busca de algum abrigo. As pessoas me observam, uns com olhar desdenhoso, outros com olhar condenador. Vou para o meu canto quente...agora sou eu quem observa.
As pessoas sorriem, brincam, bebem, comem, mas quase nada sentem. Elas não vêem o perigo de estar vivo, vivem cercadas por uma luz que insiste em piscar, avisando e alertando sem parar. Percebo que existem alguns lúcidos, passam pela alienação para não enlouquecer, mas a grande maioria sustenta seus austeros perfis, vive numa realidade artificial, em uma incessante busca pelo efêmero gozo, assim cravando seu burotrágico destino, sem nem sequer perceber.
O frio aumentou.
Já vou indo.
Regressarei ao meu úmido curral, lá encontrarei pessoas da minha raça, órfãos sociais com declaração de mortos, como eu, e onde eu encontro o equilíbrio e a verdadeira paz
Estava eu numa tarde de sábado, pós almoço, quando recebi a ligação de minha amiga-cunhada, Mariana, dizendo que queria muito ir no cinema e que tinha lido algo sobre um filme. Ela me mandou o link com a sinópse e, sem titubear, escolhemos o filme. Liguei para mais dois amigos e o horário mais conveniente para todos era no inicio da noite, sendo que esse horário só tinha no cinema do museu de geologia, na Vitória. O cinema do museu é um dos lugares mais lindo e agradáveis para se apreciar um filme, pois é uma sala de arte, tem uma combinação de diversar pedras na sua arquitetura, varanda, lanchonete e um grande móvel para que as pessoas possas disfrutar de uma boa conversa e de um bom café.
O filme era " Palavra (en) cantada", dirigido por Helena Solberg, um documentário de longa-metragem, relacionando nossa música (brasileira), com toda sua diversidade e história, com a nossa poesia, riquissima em cores e sentidos. O filme é muito sensível e traz, de maneira não acadêmica (quebrando o paradigma de que palavra é acessivel, compreendida e sentida por poucos),depoimentos de grandes intérpretes da nossa música como Chico Buarque, Adriana Calcanhoto, Lenine, Arnaldo Antunes, BNegão, Jorge Mautner, Lirinha, Tom Zé, Black Alien, dentre outras grandes referencias nacionais. O documentário navega do Hip hop à Bossa Nova, da MPB ao Samba, das favelas ao calçadão de copacaba, dos morros paulistanos ao nordeste brasileiro. Navega também em poemas de João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, Hilda Hilst.
"Palavra (en) cantada" faz com que o público tenha picos de emoção: ria, chore, sofra, tenha esperança e se orgulhe da imensa e bela diversidade cultural do nosso lindo e sofrido país.
Obrigatório para todos!!!!
www.saladearte.art.br
www.palavraencantada.com.br